Tratamento Alopecia X

Tratamento Alopecia X

A Alopecia X

A Alopecia X é considerada uma doença endócrina e dermatológica que afeta principalmente cães da raça Spitz Alemão, mas também está presente em outras raças “nórdicas” e “Primitivas”, como Huskies Siberianos, Malamutes do Alaska, Chow Chows Samoiedas e Keeshonden e, em menor proporção, em poodles toy e miniatura. 

Os filhotes apresentam pelagem exuberante (pois geralmente não realizam a primeira muda aos 4 meses), e nos exemplares laranjas mais claros, pode-se perceber, em geral, sub-pelo acinzentado no tronco. Entre 8 meses e 5 anos (em geral no 1o ou 2o ano de vida) os cães afetados apresentam alteração na textura do pelo, que fica lanoso e áspero e começa a apresentar falhas, em geral nas porções caudais dos membros posteriores (“culotes”), se estendendo para a região perineal e podendo atingir toda a região truncal (poupando apenas cabeça e membros).

A pele, exposta aos raios UV, adquire coloração escura em muitos exemplares (daí o nome Black Skin Disease) e é caracteristicamente distrófica, apresentando-se muito ressecada. Apesar da semelhança com estádios avançados do Hiperadrenocorticismo, a Alopecia X não apresenta outras manifestações clínicas além da alopecia em si, sendo portanto um problema com consequências dermatológicas e não sistêmicas.

O tratamento para a Alopecia X é difícil e demorado, requer um acompanhamento próximo e comprometimento dos tutores para o sucesso do tratamento. Ainda assim em alguns casos, a alopecia X pode ter origem genética, e mesmo com tratamento, pode não apresentar melhoras significativas

Em alguns casos, observamos uma variação dessa doença chamada Alopecia pós tosa, onde o tratamento é eficaz e apresenta bons resultados. Suplementação e procedimento de microagulhamento são alguns dos métodos utilizados com sucesso no combate à Alopecia X. 

ALOPECIA – APENAS UM PROBLEMA ESTÉTICO?

Sempre se fala que a Alopecia X é mais que nada um problema apenas estético. Será? Quando falamos de dermatoses endócrinas em geral temos quadros complicados, que afetam o organismo como um todo. Isto não acontece com a Alopecia X, em que a única manifestação da doença é a queda progressiva de pelos. Entretanto temos que considerar que a pele e a pelagem dos cães tem diversas funções: proteção, termorregulação, etc..

Quando um cão sofre de Alopecia X o corpo acaba perdendo a proteção natural que a pele oferece. Diferente de nós – primatas pelados – a pele dos cães não evoluiu para ficar exposta. As consequências possíveis são diversas: hiperqueratose (pele sofre um processo de engrossamento), ressecamento e seborreia, infecções oportunistas e, o principal, maior risco de desenvolvimento de câncer de pele (que pode ser tão agressivo e perigoso quanto em humanos). 

Fora os problemas de saúde associados, há um maior estresse térmico devido às variações de temperatura, pois é perdido o isolamento térmico que a pelagem proporciona e a proteção contra o aquecimento solar – assim o animal sofre mais tanto com frio quanto calor.

Cães alopécicos devem, caso os tratamentos não tenham sido bem sucedidos, receber cuidado diário para a pele exposta, o que envolve banhos frequentes, hidratação, proteção solar e uso de roupas, visando a proteção e conforto. Qquer alteração na pele; pintas, feridinhas, machucados que não cicatrizam, coceira, etc., devem ser causas de preocupação e necessitam de avaliação por um Médico Veterinário.

× WhatsApp